quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sad Viena or just learning about people

Sem fotos por enquanto. Meu laptop quebrou. Tive que passar um dia e meio resolvendo isso. Arrumei, paguei caro. Vou indo. Muito frio. Exagerado. Vento gelado. Não adianta vinho, café, entusiasmo de brasileiro. Corta mesmo.


Acabei de voltar de um Concerto de música clássica; perfeito. Era isso que eu precisava pra me perdoar por ter pensado em fugir daqui. Tudo isso porque a idiota ou a loira nazista que me recebeu aqui me tratou bem mal. E eu te pergunto: é por que sou uma mulher que parece uma estudante sozinha? ou por que sou sul-americana? ou por que tem gente que apenas é assim?

Tentando compreender e relativizar a cultura e o choque proporcionado por ela, deixei ela falar alto, subi para o quarto, sentei e chorei.

E a notícia é ruim mesmo, garotas. Ainda não é compreensível mulheres jantando, viajando e saindo sozinhas. Mesmo em um lugar supostamente evoluído. Quando chego ao restaurante, questionam se estou só, no hotel também. Mulher sozinha é mulher com algum problema. Separada, mal-amada, louca, solitária, problemática e por aí vai.

Mesmo que a gente esteja chegando perto dos homens na vida social. Somos ainda discriminadas. Os negros também, os latinos, os pobres, os chineses, os japoneses em certas cirscunstâncias, os indianos, os libaneses, os árabes... e sim ainda vivemos o mundo das raças mesmo que seja um conceito patético e que a Ciência já provou não existir mais.

Viemos do mesmo homem. Somos a mesma carne. Temos o mesmo gen. Somos sim gente da mesma procedência mas não entendemos e vivemos como tal. E isso é lamentável. Isso é sim uma constatação dolorosa, cruel e maldita que tenho que fazer.

Será que iremos aos pouquinhos lutando e enfrentando nossos preconceitos? Será que iremos conseguir dar aos nossos filhos ensinamentos melhores do que estes que ainda vivemos?

Vejo a tragédia da guerra por aqui. É uma marca. As pessoas carregam isso. Os lugares. As memórias. No Brasil a gente não vive esse machucado. Mas vive outro, o da violência cotidiana. Da guerra por sobreviver. Da guerra que a gente até se acostuma, aceita e convive.

Não sei, Viena foi um pouco triste mas excepcional. Só por esse aprendizado, já valeu!

Fotos amanhã, juro!

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